quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

21 - QUATRO TCHUTCHUQUINHAS!

 
Outro dia a Bia e a Cacá fizeram massagem nos pés da mãe com um creme indicado para isso...
- (Cacá) Mamãe, o que está escrito aqui no 'queminho'?
- Kero pé.
 
Hoje elas se ofereceram para fazer massagem nas costas da mãe  e ficaram sabendo que seria usado outro creme.
- (Mãe) Humm. Obrigada pela massagem, foi ótima!
- (Cacá) Massagem com 'queminho' Quero costa...

 
 
A Lulu arrumou todos os bonecos no sofá para verem desenho.

A Lelê chegou perto do pai e entregou:
- Papai, o Lagartixo está de sapato no sofá!

Delícias!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

20 - MUITO TRABALHO!

 
(Relato do pai da Bia e da Cacá)
 
Hoje, quando fui me despedir das meninas antes de sair para trabalhar, dei um beijo na bochecha da Cacá. Ao despedir-me da Bia do mesmo jeito, a Cacá solta essa:
- Seu beijo tá colado na minha bochecha!!
- Tá colado na sua bochecha?
- Tá. De tanto amor!
Ai não resisti e dei um beijo na outra bochecha.
 
 
 
Ontem, quando fui colocar as meninas para dormir:
Tomaram leite e ouviram histórias na nossa cama. Ai falei com elas para levar as garrafinhas para a cozinha, que íamos escovar os dentes. Eu já estava no corredor quando ouço a Bia dizer:
- Ah não! Isso é muito trabalho para duas criancinhas...

 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

19 - AQUI NÃO PODE GORDINHOS!

 
A Bia e a Cacá foram com os pais para Guarapari. Os relatos a seguir foram feitos pelo pai.
 
Fomos em um restaurante para comer uma pizza. Bia olha para a porta e pergunta:
- Mamãe o que está escrito naquela placa?
- Está escrito "saída".
- Se aquela é a saída, onde é a entrada?
 
 
Em um dos primeiros dias em Guarapari, a Bia e a Cacá estavam andando na praia. Passando perto de um senhor "velhinho" (segundo a mãe das menininhas), ele pergunta:
- Vocês são gêmeas?
A Bia responde na lata:
- Mas é claro, seu bobinho!
A mãe disse que  fingiu surdez e continuou andando...
 
 
Na volta para BH, visitaram uma igreja antiga da cidade de Mariana. Subindo uma escada estreita, a Cacá diz para a mãe:
- Aqui é apertado hoje. Aqui não pode gordinhos.



terça-feira, 10 de janeiro de 2023

18 - POR QUE ACABOU MEU ANIVERSÁRIO?

A Lelê e a Lulu demoraram a se adaptar a Juiz de Fora. Quando íamos para Cipotânea ou BH, era aquela choradeira na hora de voltar. Juiz de Fora não era casa, era Juiz de Fora. Saíam da escola (em Juiz de Fora) entravam no carro e perguntavam:
- Mamãe, a gente tá indo para Juiz de Fora?
 
Mas no final do ano, após alguns dias entre BH e Cipotânea, começaram a dizer que estavam com saudades de Juiz de Fora.
- Saudades do que em Juiz de Fora, meus amores?
- Da escola, da nossa Natália, da Sky, do Chase...
(um jeito de dizer que queriam a casa, a rotina e os brinquedos delas)
 
- Olha, nós vamos fazer a festa de aniversário de vocês e depois vamos voltar para Juiz de Fora, combinado?
- Siiim!!!
 
O tempo passou e chegou o dia da festa. Aniversário antecipado para 07/01 em razão das circunstâncias. Previsão de tempestade. E eu me esqueci de colocar um ovo para Santa Clara. E aí, clareou? Claro que não. Foi chuva, meninada escorregando no chão molhado, garçom servindo de guarda chuva, povo espremido na parte coberta do quintal. Enfim, tudo dentro do previsto.
 
Mas as aniversariantes nem tomaram conhecimento. Curtiram, brincaram e não teve chuva que as atrapalhasse. Lelê não aguentou de cansaço e foi dormir logo depois do parabéns. Mas Lulu aproveitou até o último instante em êxtase e quando todo mundo foi embora, falou:
 
- Mamãe, por que acabou o meu aniversário?
- Ó, Lulu porque os momentos passam, né? Todo mundo veio, ficou na festa, cantou parabéns e agora todos voltaram para a casa para descansar.
 
No dia seguinte, acordou , foi para o local onde ainda estava montada a decoração da festa e foi como se tivesse vendo tudo pela primeira vez:
- Olha, mamãe, olhaaaa... que família de panda mais linda! Vou pegar meus bichos: o panda, a raposa, o porco e o Lagartixo para colocar todo mundo junto.
 
Isso sem falar na sacola de presentes que está carregando para todo lado até hoje.
Ontem (09/01), voltando do Hortifruti, sentada na cadeirinha do carro, abraçada com a sacola de pijamas e meias que ganhou no aniversário, falou:
 
- Mamãe eu não estou mais com saudades de Juiz de Fora não. Agora eu estou com saudades de BH.
- É? E você está com saudades de quê lá de BH?
- Do meu aniversário, uai!
- Ahnnnn...
 
Hoje de manhã (10/01) veio até mim inconformada fazer uma reclamação:
- Mamãe, mas eu não queria que meu aniversário acabasse.
- Eu sei, Lulu. E sabe como se chama isso que você sentiu? Felicidade! Estar feliz é não querer que aquele momento passe. Mas passa. Não tem jeito e quando passa, a gente fica mesmo com muita saudade.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

17 - TRABALHAR CANSA!

 
(Relatos da mãe da Lelê e da Lulu)
 
Lelê vem me contar a travessura, mas já apaziguando e tirando o dela da reta, que de boba essa menina só tem a mãe:
- Mamãe, olha, rasgou um pouquinho aqui, mas não tem problema, tá?
Realmente não tinha, pois era apenas um cartão de Natal feito com uma colagem por cima.
- Lê, mas ele era bem mais bonito sem estar rasgado, né?
- É mamãe, Mas tudo bem. Não tem problema.
- E como que isso rasgou, Lelê?
- Mamãe, tinha 3 "papelzinhos" querendo sair daqui, aí eu tirei.
- Hummmmmmm 
 
 
Exploração do trabalho infantil 
Chamei a Lelê para me ajudar a colocar a roupa suja na máquina de lavar:
- Lê, mamãe agora vai colocar a roupa na máquina, você me ajuda?
- Sim!!!
- Oba! Adoro quando você me ajuda. Vamos lá!
Depois de colocar três peças de roupa, ela mandou a real:
- Mamãe, agora você coloca sozinha porque eu cansei, tá?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

16 - SEU VESTIDO ESTÁ FERRADINHO

 Os pais da Lelê e da Lulu decidiram passar a virada do ano na casa do “Tio Dani”. Para otimizar os preparativos para a festa, decidiram que enquanto a mãe desse banho e o jantar das menininhas o pai passaria a roupa a ser usada no dia.

 
(Palavras da mãe): Acontece que a Lulu demorou a ir para o banho, pois quis ficar “ajudando" o papai a passar o ferro na roupa. Por isso, fui dar o banho da Lelê primeiro. E quando terminei, fui buscar a Lulu. Quando me viu, ela me contou com o maior orgulho:
 
- Mamãe, seu vestido está ferradinho!
- É, Lu? Papai ferrou ele todo? (com aquele riso discreto e esculachante para o marido. Aquele já havia sido eleito, por unanimidade, o melhor trocadilho da história).
 - Sim, mamãe! É para ele ferrar o meu também?
- Não, Lu, melhor não.  O seu não precisa.
 
 
 
Sem tempo para encomendar alguma sobremesa, os pais da Lelê e da Lulu compraram alguns potes de sorvete para levar para a festa na casa do “Tio Dani”. Todos os netinhos do "Vovô Cucu" queriam mas não puderam tomar um pouco do “sorvete da virada”, motivo de grande contrariedade e irritação para todas as crianças. Por isso, no dia seguinte, o “Vovô Cucu" comprou sorvete para a criançada matar a vontade. Foi quando a Lelê se manifestou:
 
- Vovô Cucu, eu posso tomar um pouco do seu sorvete? Eu deixei o meu lá na casa do “Tio Dani”!

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

ERA UMA VEZ...

 Recentemente, para criar um espaço maior para as netinhas brincar, resolvemos cobrir com pedra São Tomé um canteiro onde só havia mato. Dentre as pedras entregues uma chamou minha atenção, pois tinha a “impressão digital” de uma folhagem de prováveis milhões de anos atrás. Fiquei encantado com a imagem preservada e resolvi criar uma historinha para entreter as menininhas. Parece que elas gostaram, pois a Lulu pediu: “Conta de novo”. 

 
Depois da terceira vez contando a mesma história (cada vez com mais detalhes “empolgantes”) e como o Blogson já está mesmo em fase terminal, resolvi guardar na blogoteca o texto da historinha imaginada. Os leitores e leitoras podem achar uma merda, piegas ou o que quiserem, mas estou pouco me lixando. Meu negócio é memória, preservação da memória desimportante, mas não menos digna, não menos saborosa. Olhaí.
 
 
Há muito, muito, muito, muito tempo não existiam ainda galinhas nem porquinhos nem cachorrinhos. Ah, e nem vaquinhas, zebrinhas ou gatinhos. Só existiam dinossaurões, dinossauros, dinossaurinhos e lagartixas do tamanho de um carro. E baratas também. As plantas eram árvores muito grandes, mais ou menos grandes e plantinhas.
 
Havia um dinossaurinho que gostava muito de comer plantinhas, mas ele era muito pequeno e tinha de viver escondido, pois tinha medo dos dinossaurões. Seu nome era Dininho (nome escolhido por votação).
 
Um dia ele estava comendo sua salada de plantinhas (nhoc nhoc nhoc) quando ouviu o barulho de um dinossaurão por perto. A terra até tremia com as pezadas que ele dava no chão ao andar (mãos batendo alternadamente na mesa). Dininho precisava se esconder rapidinho, mas aquela saladinha estava tão boa!
 
Foi aí que ele teve a ideia de cobrir suas plantinhas com uma pedra para comer depois que o dinossaurão fosse embora.
 
O dinossaurão estava com fome, doido para comer algum dinossaurinho e ficou rugindo (ROARR!!!!) enquanto olhava para ver se encontrava algum. Como não achou nenhum, foi embora.
 
O Dininho saiu da toca, olhou pra cá, olhou pra lá, ficou escutando para ver se o dinossaurão ainda estava por perto. Quando viu que não tinha mais perigo, resolveu continuar a comer sua saladinha deliciosa (tinha alface, brócolis, tomate, beterraba, só faltou um salzinho e azeite).
 
O resto da história, eu não sei, mas acho que ele não conseguiu se lembrar do lugar onde tinha escondido sua plantinha deliciosa. Levantava uma pedra aqui e nada, levantava outra e nada também (as mãos e pés das menininhas fazendo às vezes de pedras). E ele nunca mais encontrou a saladinha escondida. Mas não ficou com fome, pois como era muito esperto logo encontrou outras plantinhas deliciosas.
 
Muito, muito, muito, muito tempo se passou, os dinossaurões, os dinossauros e os dinossaurinhos sumiram, surgiram as galinhas e também os porquinhos, as vaquinhas, as zebrinhas, os cachorrinhos e os gatinhos. Mas ninguém nunca mais achou a saladinha do Dininho, que foi ficando sequinha, sequinha e esmagada pela areia, até que tudo virou pedra.
 
Um dia a vovó e o vovô compraram umas pedras para colocar no chão e olha só o que encontraram: não era mais a plantinha perdida do Dininho, mas o retrato dela! Olha como ela era bonitinha:



 


A PERDA DA INOCÊNCIA

  Nosso filho trocou de apartamento e a mudança não foi só de móveis e de endereços.   Hoje na arrumação da mudança, as meninas acharam um e...