Minha mulher resolveu fazer uma festa de halloween
aqui em casa, aproveitando a presença das quatro netinhas.
Quando a Lelê e a Lulu chegaram a Bia e a
Cacá já estavam se divertindo com os presentes que ganharam. A Lelê entrou
chorando, segurando o bracinho onde havia uma manchinha vermelha. Perguntei como
ela tinha se machucado, se tinha caído ou esbarrado em algum lugar. A mãe disse
que depois me explicaria o motivo. E o choro se transformou em sorriso depois
de também ganhar um presentinho igual ao das priminhas.
Mais tarde a mãe contou a história toda. Quando
já estavam vindo para nossa casa a Lelê já foi logo avisando:
-
Mamãe, quando eu chegar na casa da vovó vou ter uma conversa muito chata.
-Ah, é,
Lelê? E que conversa chata é essa?
- Meu
braço está machucado!
- Aaah,
e com quem você vai ter essa conversa chata?
- Com a
Tia Fê, com a Bia, a Cacá ou com quem estiver lá!
No mesmo dia aconteceu outro caso muito
engraçado. No dia anterior a Lelê e a Lulu tinham ido a um aniversário com a
temática Halloween, onde ganharam um cestinho em forma de abóbora e um em forma
de caldeirão de bruxa.Esses cestinhos foram levados à nossa casa para ser exibidos
para a Bia e a Cacá. Em determinado momento a mãe sugeriu que os cestinhos
fossem deixados na mesa decorada com aranhas, máscaras e outros brinquedos “assustadores”.
A Lulu concordou tranquilamente, mas a Lelê se recusou a deixar seu caldeirão
sobre a mesa.
- Deixe,
Lelê!
- Não.
-É só
para enfeitar! Depois, quando formos embora você leva!
- Não.
Mais tarde, a Lulu fez um comentário sobre
sua abóbora e eu disse que ela a levaria quando fosse embora. A reação foi
surpreendente:
- Pode
deixar aí, vovô. Fique com ela para você.
Ao ouvir aquilo, num caso de triangulação
impressionante, a acumuladora mirim Lelê reagiu na hora:
- Vovô,
você ganhou a abóbora da Lulu. Você dá ela para mim?
-
Claro!